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COMMUNIQUÉ DE PRESSE
Première mondiale : le syndrome aérotoxique reconnu comme maladie professionnelle suite à une exposition chronique
Toulon / Montpellier – 12 février 2026
Le Tribunal judiciaire de Toulon (France) – Pôle social, par jugement rendu le 19 décembre 2025, a ordonné la prise en charge au titre de la législation sur les risques professionnels d’une pathologie imputable à une exposition chronique aux émanations d’huiles moteur en aviation.
Le certificat de non-appel délivré le 5 février 2026 rend cette décision définitive.
Il s’agit de la première reconnaissance judiciaire définitive d’un syndrome aérotoxique lié à une exposition chronique, en l’absence d’un « fume event » aigu identifié.
Une décision judiciaire historique
Le tribunal a reconnu l’existence d’un lien direct et essentiel entre l’activité professionnelle de pilote de ligne et une :
« neuropathie centrale et périphérique auto-immunitaire avec syndrome de démyélinisation »
Malgré deux avis défavorables successifs de Comités Régionaux de Reconnaissance des Maladies Professionnelles (CRRMP), la juridiction a estimé que :
• l’exposition professionnelle aux composés organophosphorés issus des huiles moteur était objectivée ;
• des particules métalliques et chimiques avaient été retrouvées dans l’organisme ;
• la chronologie d’apparition des symptômes était cohérente avec l’exposition ;
• aucune cause alternative convaincante n’était démontrée ;
• l’absence de consensus scientifique international ne faisait pas obstacle à la reconnaissance d’un lien causal dans un cas individuel dûment étayé.
La Caisse Primaire d’Assurance Maladie (CPAM) du Var a été condamnée à prendre en charge la pathologie au titre de la législation professionnelle.
Un tournant pour la santé des navigants
Cette décision intervient dans un contexte où le « syndrome aérotoxique » ne bénéficie pas, à ce jour, d’une reconnaissance nosologique officielle par les grandes agences sanitaires internationales.
Le tribunal affirme toutefois qu’une incertitude scientifique générale ne saurait empêcher la reconnaissance d’un dommage professionnel lorsqu’un faisceau d’indices précis, concordants et circonstanciés établit le lien causal.
La France devient ainsi le premier État à reconnaître judiciairement, de manière définitive, une pathologie chronique liée à l’exposition répétée aux contaminants de l’air cabine.
Une portée juridique et réglementaire majeure
Cette décision :
• ouvre la voie à d’autres reconnaissances individuelles ;
• constitue un précédent jurisprudentiel important en matière de risques émergents ;
• interpelle les autorités de régulation aérienne et sanitaire ;
• relance le débat sur la qualité de l’air cabine et la protection des équipages.
PRESS RELEASE
World First: Aerotoxic Syndrome Recognized as an Occupational Disease Following Chronic Exposure
Toulon / Montpellier – February 12, 2026
The Toulon Judicial Court (France) – Social Division, in a judgment delivered on December 19, 2025, ordered the recognition and coverage under occupational risk legislation of a pathology attributable to chronic exposure to aircraft engine oil fumes.
The certificate of non-appeal issued on February 5, 2026 renders this decision final and binding.
This constitutes the first final judicial recognition worldwide of aerotoxic syndrome linked to chronic exposure, in the absence of an identified acute “fume event.”
A Historic Judicial Decision
The Court recognized the existence of a direct and essential link between the professional activity of an airline pilot and:
“Central and peripheral autoimmune neuropathy with demyelinating syndrome.”
Despite two successive unfavorable opinions issued by Regional Committees for the Recognition of Occupational Diseases (CRRMP), the Court held that:
• occupational exposure to organophosphate compounds derived from engine oils was established;
• metallic and chemical particles were found in the claimant’s body;
• the chronology of symptom onset was consistent with occupational exposure;
• no convincing alternative cause had been demonstrated;
• the absence of an international scientific consensus does not prevent recognition of a causal link in a properly substantiated individual case.
The Primary Health Insurance Fund (CPAM) of the Var was ordered to recognize and cover the pathology under occupational disease legislation.
A Turning Point for Aircrew Health
This ruling comes in a context where “aerotoxic syndrome” does not currently benefit from official nosological recognition by major international health agencies.
The Court nevertheless affirmed that general scientific uncertainty cannot prevent recognition of occupational harm when a body of precise, consistent, and
circumstantial evidence establishes causation.
France thus becomes the first country to definitively recognize, through a final judicial decision, a chronic pathology linked to repeated exposure to cabin air contaminants.
Significant Legal and Regulatory Impact
This decision:
• paves the way for further individual recognitions;
• establishes an important judicial precedent concerning emerging occupational risks;
• calls upon aviation and health regulatory authorities to reassess current frameworks;
• reignites the debate on cabin air quality and crew protection.
COMUNICADO DE IMPRENSA
Primeira decisão mundial: Síndrome Aerotóxica reconhecida como doença profissional na sequência de exposição crónica
Toulon / Montpellier – 12 de fevereiro de 2026
O Tribunal Judicial de Toulon (França) – Secção Social, por decisão proferida em 19 de dezembro de 2025, determinou o reconhecimento e a cobertura, ao abrigo da legislação relativa aos riscos profissionais, de uma patologia atribuível a uma exposição crónica a vapores de óleos de motores aeronáuticos.
O certificado de não interposição de recurso emitido em 5 de fevereiro de 2026 torna esta decisão definitiva e transitada em julgado.
Trata-se do primeiro reconhecimento judicial definitivo, a nível mundial, da Síndrome Aerotóxica associada a uma exposição crónica, na ausência de um “fume event” agudo identificado.
Uma decisão judicial histórica
O Tribunal reconheceu a existência de um nexo direto e essencial entre a atividade profissional de piloto de linha aérea e a seguinte patologia:
“Neuropatia central e periférica autoimune com síndrome de desmielinização”
Apesar de dois pareceres desfavoráveis sucessivos emitidos pelos Comités Regionais de Reconhecimento de Doenças Profissionais (CRRMP), o Tribunal considerou que:
• a exposição profissional a compostos organofosforados provenientes de óleos de motor foi comprovada;
• partículas metálicas e químicas foram encontradas no organismo do requerente;
• a cronologia do aparecimento dos sintomas é coerente com a exposição profissional;
• não foi demonstrada qualquer causa alternativa convincente;
• a ausência de consenso científico internacional não impede o reconhecimento de um nexo causal num caso individual devidamente fundamentado.
A Caixa Primária de Seguro de Doença (CPAM) do departamento de Var foi condenada a reconhecer e assumir a patologia ao abrigo da legislação relativa a doenças profissionais.
Um ponto de viragem para a saúde das tripulações aéreas
Esta decisão surge num contexto em que a “Síndrome Aerotóxica” ainda não beneficia de reconhecimento nosológico oficial por parte das principais agências internacionais de saúde.
O Tribunal afirmou, contudo, que a incerteza científica geral não pode impedir o reconhecimento de um dano profissional quando um conjunto de indícios precisos, concordantes e circunstanciados estabelece o nexo de causalidade.
A França torna-se, assim, o primeiro país a reconhecer judicialmente, de forma definitiva, uma patologia crónica ligada à exposição repetida a contaminantes do ar da cabine.
Impacto jurídico e regulatório significativo
Esta decisão:
• abre caminho a outros reconhecimentos individuais;
• constitui um precedente jurisprudencial importante no domínio dos riscos profissionais emergentes;
• interpela as autoridades de regulação aeronáutica e sanitária;
• relança o debate sobre a qualidade do ar nas cabines e a proteção das tripulações.
PRESSEMITTEILUNG
Weltpremiere: Aerotoxisches Syndrom nach chronischer Exposition als Berufskrankheit anerkannt
Toulon / Montpellier – 12. Februar 2026
Das Gericht Toulon (Frankreich) – Sozialkammer hat mit Urteil vom 19. Dezember 2025 die Anerkennung und Übernahme einer Erkrankung nach den Vorschriften über Berufsrisiken angeordnet, die auf eine chronische Exposition gegenüber Dämpfen von Flugzeugtriebwerksölen zurückzuführen ist.
Die am 5. Februar 2026 ausgestellte Nichtberufungsbescheinigung macht diese Entscheidung rechtskräftig und endgültig.
Es handelt sich um die erste weltweit rechtskräftige gerichtliche Anerkennung eines aerotoxischen Syndroms infolge chronischer Exposition, ohne dass ein akutes „Fume Event“ festgestellt wurde.
Eine historische Gerichtsentscheidung
Das Gericht erkannte das Bestehen eines unmittelbaren und wesentlichen Zusammenhangs zwischen der beruflichen Tätigkeit als Linienpilot und folgender Erkrankung an:
„Zentrale und periphere autoimmune Neuropathie mit Demyelinisierungssyndrom“
Trotz zweier aufeinanderfolgender negativer Stellungnahmen der Regionalen Ausschüsse zur Anerkennung von Berufskrankheiten (CRRMP) stellte das Gericht fest, dass:
• die berufliche Exposition gegenüber organophosphathaltigen Verbindungen aus Triebwerksölen nachgewiesen wurde;
• metallische und chemische Partikel im Körper des Betroffenen festgestellt wurden;
• die zeitliche Abfolge des Auftretens der Symptome mit der beruflichen Exposition übereinstimmt;
• keine überzeugende alternative Ursache nachgewiesen wurde;
• das Fehlen eines internationalen wissenschaftlichen Konsenses die Anerkennung eines Kausalzusammenhangs im Einzelfall nicht ausschließt, sofern dieser
hinreichend belegt ist.
Die Primäre Krankenversicherungskasse (CPAM) des Departements Var wurde verpflichtet, die Erkrankung als Berufskrankheit anzuerkennen und entsprechend zu übernehmen.
Ein Wendepunkt für die Gesundheit von Flugbesatzungen
Diese Entscheidung erfolgt in einem Kontext, in dem das „aerotoxische Syndrom“ bislang von den großen internationalen Gesundheitsbehörden nicht offiziell als eigenständige nosologische Einheit anerkannt ist.
Das Gericht stellte jedoch klar, dass eine allgemeine wissenschaftliche Unsicherheit die Anerkennung eines beruflich verursachten Schadens nicht verhindern darf, wenn ein Bündel präziser, übereinstimmender und schlüssiger Indizien den Kausalzusammenhang belegt.
Frankreich wird damit zum ersten Staat, der durch eine rechtskräftige Gerichtsentscheidung eine chronische Erkrankung anerkennt, die mit wiederholter
Exposition gegenüber Verunreinigungen der Kabinenluft in Zusammenhang steht.
Erhebliche rechtliche und regulatorische Tragweite
Diese Entscheidung:
• ebnet den Weg für weitere individuelle Anerkennungen;
• stellt einen bedeutenden Präzedenzfall im Bereich neuartiger Berufsrisiken dar;
• richtet sich an Luftfahrt- und Gesundheitsaufsichtsbehörden;
• belebt die Debatte über Kabinenluftqualität und den Schutz von Flugbesatzungen neu.
COMUNICATO STAMPA
Prima mondiale: la Sindrome Aerotossica riconosciuta come malattia professionale a seguito di esposizione cronica
Tolone / Montpellier – 12 febbraio 2026
Il Tribunale giudiziario di Tolone (Francia) – Sezione Sociale, con sentenza pronunciata il 19 dicembre 2025, ha disposto il riconoscimento e la presa in carico, ai sensi della normativa sui rischi professionali, di una patologia attribuibile a un’esposizione cronica ai vapori degli oli motore aeronautici.
Il certificato di mancata impugnazione rilasciato il 5 febbraio 2026 rende la decisione definitiva e passata in giudicato.
Si tratta del primo riconoscimento giudiziario definitivo al mondo della Sindrome Aerotossica legata a un’esposizione cronica, in assenza di un “fume event” acuto identificato.
Una decisione giudiziaria storica
Il Tribunale ha riconosciuto l’esistenza di un nesso diretto ed essenziale tra l’attività professionale di pilota di linea e la seguente patologia:
«Neuropatia centrale e periferica autoimmune con sindrome demielinizzante»
Nonostante due pareri sfavorevoli consecutivi dei Comitati Regionali per il Riconoscimento delle Malattie Professionali (CRRMP), il Tribunale ha ritenuto che:
• l’esposizione professionale a composti organofosforici derivati dagli oli motore fosse dimostrata;
• particelle metalliche e chimiche fossero state riscontrate nell’organismo del ricorrente;
• la cronologia dell’insorgenza dei sintomi fosse coerente con l’esposizione professionale;
• non fosse stata dimostrata alcuna causa alternativa convincente;
• l’assenza di un consenso scientifico internazionale non impedisse il riconoscimento di un nesso causale in un caso individuale adeguatamente documentato.
La Cassa Primaria di Assicurazione Malattia (CPAM) del dipartimento del Var è stata condannata a riconoscere e coprire la patologia ai sensi della normativa sulle malattie professionali.
Un punto di svolta per la salute degli equipaggi
Questa decisione interviene in un contesto in cui la “Sindrome Aerotossica” non beneficia attualmente di un riconoscimento nosologico ufficiale da parte delle principali agenzie sanitarie internazionali.
Il Tribunale ha tuttavia affermato che l’incertezza scientifica generale non può impedire il riconoscimento di un danno professionale quando un insieme di elementi precisi, concordanti e circostanziati dimostra il nesso causale.
La Francia diventa così il primo Stato a riconoscere giudiziariamente, in via definitiva, una patologia cronica legata all’esposizione ripetuta ai contaminanti dell’aria di cabina.
Un impatto giuridico e normativo significativo
Questa decisione:
• apre la strada ad altri riconoscimenti individuali;
• costituisce un importante precedente giurisprudenziale in materia di rischi professionali emergenti;
• interpella le autorità di regolamentazione aeronautica e sanitaria;
• riapre il dibattito sulla qualità dell’aria in cabina e sulla protezione degli equipaggi.
COMUNICADO DE PRENSA
Primera decisión mundial: el Síndrome Aerotóxico reconocido como enfermedad profesional tras una exposición crónica
Toulon / Montpellier – 12 de febrero de 2026
El Tribunal Judicial de Toulon (Francia) – Sala Social, mediante sentencia dictada el 19 de diciembre de 2025, ordenó el reconocimiento y la cobertura, conforme a la legislación sobre riesgos profesionales, de una patología atribuible a una exposición crónica a vapores de aceites de motores aeronáuticos.
El certificado de no interposición de recurso emitido el 5 de febrero de 2026 convierte esta decisión en firme y definitiva.
Se trata del primer reconocimiento judicial definitivo a nivel mundial del Síndrome Aerotóxico vinculado a una exposición crónica, en ausencia de un “fume event” agudo identificado.
Una decisión judicial histórica
El Tribunal reconoció la existencia de un vínculo directo y esencial entre la actividad profesional de piloto de línea aérea y la siguiente patología:
«Neuropatía central y periférica autoinmune con síndrome desmielinizante»
A pesar de dos dictámenes desfavorables sucesivos emitidos por los Comités Regionales de Reconocimiento de Enfermedades Profesionales (CRRMP), el Tribunal consideró que:
• la exposición profesional a compuestos organofosforados derivados de aceites de motor estaba acreditada;
• se habían encontrado partículas metálicas y químicas en el organismo del demandante;
• la cronología de aparición de los síntomas era coherente con la exposición profesional;
• no se había demostrado ninguna causa alternativa convincente;
• la ausencia de consenso científico internacional no impide el reconocimiento de un nexo causal en un caso individual debidamente fundamentado.
La Caja Primaria de Seguro de Enfermedad (CPAM) del departamento de Var fue condenada a reconocer y asumir la patología conforme a la legislación sobre enfermedades profesionales.
Un punto de inflexión para la salud de las tripulaciones
Esta decisión se produce en un contexto en el que el “Síndrome Aerotóxico” no cuenta actualmente con un reconocimiento nosológico oficial por parte de las principales agencias sanitarias internacionales.
No obstante, el Tribunal afirmó que la incertidumbre científica general no puede impedir el reconocimiento de un daño profesional cuando un conjunto de indicios precisos, concordantes y circunstanciados establece el nexo causal.
Francia se convierte así en el primer Estado en reconocer judicialmente, de manera definitiva, una patología crónica vinculada a la exposición repetida a contaminantes del aire de cabina.
Impacto jurídico y regulatorio significativo
Esta decisión:
• abre la vía a otros reconocimientos individuales;
• constituye un importante precedente jurisprudencial en materia de riesgos profesionales emergentes;
• interpela a las autoridades de regulación aeronáutica y sanitaria;
• reactiva el debate sobre la calidad del aire en cabina y la protección de las tripulaciones.
NOTE À L’ATTENTION DE L’INSPECTION DU TRAVAIL
Obligations de l’employeur en présence d’une maladie professionnelle liée à une exposition à des agents chimiques dangereux
(Code du travail – Articles L. 4121-1 et suivants ; R. 4412-1 et suivants ; R. 4412-59 et suivants)
Contexte
Un salarié navigant a été reconnu atteint d’une maladie professionnelle imputable à une exposition chronique à des agents chimiques dangereux présents dans l’environnement de travail.
Cette situation déclenche automatiquement un ensemble d’obligations spécifiques à la charge de l’employeur.
Rappel de l’obligation générale de sécurité
(Articles L. 4121-1 à L. 4121-3 du Code du travail)
L’employeur doit :
• assurer la sécurité et protéger la santé physique et mentale des travailleurs ;
• évaluer les risques professionnels ;
• mettre en œuvre des actions de prévention adaptées ;
• actualiser le Document Unique d’Évaluation des Risques Professionnels (DUERP).
La jurisprudence constante rappelle que cette obligation implique des mesures concrètes et effectives.
Obligations spécifiques en matière d’agents chimiques dangereux
(Articles R. 4412-1 et suivants)
En présence d’une exposition à des agents chimiques dangereux, l’employeur doit notamment :
• procéder à une évaluation approfondie du risque, incluant nature, durée et intensité de l’exposition ;
• prendre en compte toutes les voies d’absorption (inhalation, cutanée, etc.) ;
• mettre en œuvre les mesures de suppression ou de réduction du risque selon la hiérarchie prévue par le Code du travail ;
• assurer une surveillance médicale adaptée ;
• tenir à jour la liste des travailleurs exposés.
Obligation particulière en cas de maladie professionnelle
Le Code du travail prévoit expressément :
• Si un travailleur est atteint d’une maladie professionnelle ou d’une anomalie
susceptible de résulter d’une exposition à des agents chimiques dangereux
(hors CMR) :
→ le médecin du travail détermine la pertinence et la nature des examens nécessaires pour les travailleurs ayant subi une exposition comparable.
• Si l’exposition concerne des agents cancérogènes ou mutagènes (articles R. 4412-59 et suivants) :
→ tous les travailleurs ayant subi une exposition comparable sur le même lieu de travail doivent faire l’objet d’un examen médical, éventuellement complété
d’examens complémentaires.
Ces dispositions sont impératives.
Obligation de nouvelle évaluation des risques
En présence d’une maladie professionnelle liée à un agent chimique dangereux, l’employeur doit :
procéder à une nouvelle évaluation des risques en vue d’assurer une meilleure protection de la santé et de la sécurité des travailleurs.
Cette réévaluation doit :
• être formalisée dans le DUERP ;
• intégrer l’ensemble des salariés exposés comparables ;
• déboucher sur des mesures correctives effectives.
Régime renforcé applicable aux agents CMR
(Articles R. 4412-59 et suivants)
Pour l’évaluation du risque : toutes les expositions susceptibles de mettre en danger la santé ou la sécurité des travailleurs doivent être prises en compte, y compris l’absorption percutanée ou transcutanée.
L’approche est globale et ne peut se limiter à la seule exposition atmosphérique.
Points susceptibles d’investigation par l’Inspection du travail Il apparaît nécessaire de vérifier :
• l’actualisation du DUERP à la suite de la reconnaissance de la maladie professionnelle ;
• la mise en place d’un suivi médical des salariés exposés comparables ;
• la réalisation éventuelle de mesurages d’exposition ;
• la traçabilité des expositions ;
• l’existence de mesures correctives effectives ;
• l’information et la consultation du CSE.
La reconnaissance d’une maladie professionnelle liée à une exposition à des agents chimiques dangereux déclenche des obligations immédiates, précises et impératives à la charge de l’employeur.
Toute carence dans :
• la réévaluation des risques,
• la surveillance médicale des salariés exposés,
• la mise en œuvre de mesures de prévention adaptées,
est susceptible de caractériser un manquement aux dispositions des articles L. 4121-1 et R.4412-1 et suivants du Code du travail.
INFORMATION NOTE
Judicial Recognition of Chronic Aerotoxic Exposure as an Occupational Disease
Implications for European Aviation Safety and Public Health Policy Toulon (France) – Final Judgment of 19 December 2025 Decision now final (certificate of non-appeal issued 5 February 2026)
1. Background
On 19 December 2025, the Social Division of the Judicial Court of Toulon (France) ordered the recognition, under French occupational disease legislation, of a chronic neurological pathology attributable to repeated occupational exposure to aircraft engine oil fumes.
The ruling is now final and legally binding.
This constitutes the first definitive judicial recognition within the European Union of a chronic pathology linked to long-term exposure to cabin air contaminants, in the absence of a single identified acute “fume event.”
2. Medical Findings Recognized by the Court
The Court established a direct and essential causal link between professional flight duties and:
Central and peripheral autoimmune neuropathy with demyelinating syndrome
The judgment relied on:
• documented occupational exposure to organophosphate compounds originating from engine lubrication systems;
• detection of metallic and chemical particles in the claimant’s body;
• clinical chronology consistent with long-term exposure;
• absence of a substantiated alternative etiology;
• convergent expert medical analysis.
Importantly, the Court held that the absence of formal international nosological recognition does not preclude legal recognition of occupational causation when the evidentiary threshold is met.
3. Regulatory and Policy Relevance at EU Level
This decision raises significant considerations for:
Aviation Safety Oversight
• Monitoring of bleed air systems in transport aircraft;
• Reporting and investigation procedures related to air contamination events;
• Crew exposure assessment methodologies.
Occupational Health Framework
• Recognition of emerging occupational risks within EU Member States;
• Harmonisation of medical surveillance protocols for flight crews;
• Long-term biomonitoring strategies.
Scientific and Precautionary Considerations
The judgment implicitly reinforces the application of the precautionary principle where credible evidence of harm exists, even in the context of ongoing scientific debate.
4. Implications for European Institutions
In light of this final judicial recognition, the following considerations may warrant examination:
• Evaluation of current certification and airworthiness standards related to cabin air supply systems;
• Assessment of crew health monitoring practices across EU operators;
• Review of reporting consistency under existing occurrence reporting frameworks;
• Support for coordinated independent scientific research at EU level.
This ruling does not constitute a regulatory determination. However, it establishes, at judicial level, the legal recognition of chronic occupational harm linked to aircraft cabin air contamination.
As such, it represents a significant development for aviation safety governance, occupational health policy, and regulatory risk assessment within the European Union.

Etude Scientifique sur le Syndrome Aérotoxique (Versions Française et Anglaise)
Dans le cadre de son travail pour la reconnaissance du syndrome aérotoxique, le SNPNC s’est rapproché de l’ATC, l’Association de Toxicologie et de Chimie de Paris (www.atctoxicologie.fr) afin de participer à la rédaction d’un article à vocation scientifique décrivant le syndrome aérotoxique, le processus de contamination de l’air en cabine, les symptômes et les moyens de prévention possibles.
L’A.T.C est composée de lanceurs d’alertes, de scientifiques et de bénévoles. Cette association a notamment participé à la révélation des scandales de l’amiante et de de la Dioxine.
L’objectif de cette collaboration est de « faire connaître » mais aussi de servir de caution scientifique dans ce combat de santé publique.
Les équipages, les passagers et les autres acteurs de la touchée avion, doivent avoir conscience de l’existence du syndrome aérotoxique afin que celui-ci soit reconnu par les pouvoirs publics et les autorités aériennes. C’est de cette façon que l’Industrie et les compagnies aériennes sortiront du déni et seront poussées à mettre en œuvre une politique de prévention dans l’intérêt de tous.

Téléchargez le PDF de l’étude Connaissez-vous le syndrome aérotoxique
Do you know what aerotoxic syndrom is ? Toxicology chemistry Association
SNPNC (Syndicat National du Personnel Navigant et Commercial) > https://snpnc.org
REPORTAGE “ENVOYE SPECIAL”
L’air des avions est-il toxique ?
Présenté par Elise Lucet
Jeudi 26 avril 2018 à 20:55 sur France 2
(cliquez sur l’image pour lancer la vidéo complète de l’émission)
Enquête : l’air des avions est-il toxique ?
Des études alertent sur la pollution de l’air respiré par les équipages et les passagers en avion. France 2 vous propose de découvrir un extrait du magazine Envoyé Spécial qui a enquêté sur le sujet et sera diffusée ce jeudi 26 avril au soir.
(cliquez sur l’image pour lancer la vidéo – extrait)
L’air que nous respirons dans les avions est-il sans danger ?
Chaque jour, 11 millions de passagers prennent l’avion. Le 26 avril, “Envoyé spécial” diffuse une enquête sur un risque méconnu et une question taboue dans le monde de l’aéronautique : l’air que nous respirons en cabine est-il sans danger ?
(cliquez sur l’image pour lancer la vidéo-extrait)
23 mars 2018
L’Administration Fédérale de l’Aviation américaine,
en coopération avec la NASA
reconnaît la contamination de l’air des avions par des nanoparticules
22 mars 2018
Information CHSCT-PNT
Rappel de procédure de déclaration d’accident du travail
Exemple : Syndrome Aérotoxique

REPORTAGE ZEMBLA 16/11/2017
Zembla fait de nouvelles découvertes ce soir dans l’un des dossiers les plus lourds de l’industrie aéronautique : les membres d’équipage et les passagers qui sont malades à cause des vapeurs toxiques dans les avions.
06/11/2017 The Times & The Sunday Times > BRITISH AIRWAYS, 50 fume events en un mois
Voir l’article! >
22/09/2017 > FUME EVENT A NICE : “TROIS MEMBRES DE L’EQUIPAGE EASY JET D’UN VOL BERLIN-NICE EVACUES VERS L’HÔPITAL”
Voir l’article! >
22/09/2017 > FUME EVENT EN FRANCE : “L’EQUIPAGE DU VOL EASY JET FINIT A L’HOPITAL”
Voir l’article! >
SAVE THE DATE ! Aircraft Cabin Air Conference les 19 et 20 septembre 2017.
The Aircraft Cabin Air Conference 2017 is an industry supported conference and essential two-day event for those seeking to understand more about the historical aspects of contaminated air and provides excellent networking opportunities. The conference covers the flight safety implications, the latest scientific and medical evidence proposing that contaminated air needs to be isolated from cockpits and the solutions available to airlines and aircraft operators.
Join us for two days with over 30 expert speakers to map the business, regulatory and technical solutions to cabin air contamination. The International Aircraft Cabin Air Conference 2017 will be the most in-depth conference ever held on this topic.
Conference presentations will be made available next week (from 2nd October 2017)
Inscrivez-vous ! >
L’application Airline Fume Reporting peut être téléchargée sur votre iPhone ou Ipad pour un accès rapide, même sans connexion Internet. Vous pourrez le télécharger gratuitement sur le lien suivant
Télécharger l’application Airline Fume Event >
Pour la première fois en France, un pilote dépose plainte contre sa compagnie. Il estime que l’air circulant dans les avions provoquerait un “syndrôme aérotoxique”.
and the intramural research programs of the National Institute for Occupational Safety and Health and the National Institutes of Health,
National Institute of Environmental Health Sciences, le département de la Santé et des Services sociaux des États-Unis, département de l’administration américaine chargé de la politique en matière de santé, confirme les effets neurologiques chroniques potentiels parmi le personnel navigant de l’exposition à des contaminants chimiques de l’huile de moteur dans l’air de la cabine de l’avion. L’étude a été basée sur l’analyse de la mortalité par maladies neurodégénératives chez les 11,311 anciens agents de bord américains.
Cette étude officielle a été publiée par : US National Library of Medicine National Institutes of Health
Voici le lien : https://www.ncbi.nlm.nih.gov/
L’AVSA en possède une version PDF consultable en cliquant ici.

SOURCE :![]()
Un Boeing 737-700 de la compagnie Germania, immatriculé D-AGEL effectuant un vol ST-3108 de Münster (Allemagne) à Malaga, SP (Espagne) avec 118 passagers et 5 équipage, venait de stabiliser son altitude lorsque l’équipage a signalé l’odeur de fumée dans le cockpit et a décidé de revenir à Münster. L’avion a atterri en toute sécurité sur la piste de Münster 07 à environ 28 minutes plus tard.
Qu’est-ce que l’AVSA ?
L’Association des Victimes du Syndrome Aérotoxique (A.V.S.A. FRANCE) est une association “Loi du 1er juillet 1901” publiée au Journal Officiel le 2 avril 2016 (C.C.P. n° 27.320.29.L.029). Elle a pour but d’informer, de défendre et de conseiller le personnel des compagnies aériennes et les passagers, mais également fourni toutes les informations nécessaires aux professionnels du secteur et aux institutions compétentes, face aux dangers du syndrome aérotoxique.
Quelques chiffres-clés
- Nombre d’incidents de type “FUME EVENTS” d’après certains scientifiques : 1 vol sur 100
- Nombre d’incidents de type “FUME EVENTS” d’après l’industrie aéronautique : 1 vol sur 2 000
- Nombre d’incidents de type “FUME EVENTS” d’aprèsEasy Jet : 1 vol sur 13 854
- Nombre d’appareils contaminés : plus de 50%
- Nombre d’équipages “en service” en état de probable incapacité : 3%
- Pourcentage d’occupants d’un aéronef développant un syndrome neurologique irréversible après une exposition sévère : 30 %
Témoignez d’un événement
Vous êtes professionnel de l’aviation ou passager régulier du transport aérien, et vous avez déjà vécu un événement de “fume event” en vol, de forte odeur ou bien de fumée en cabine : votre témoignage intéresse l’AVSA. Afin de constituer une base de données qualifiée et représentative au service d’une étude scientifique à venir, l’AVSA vous remercie de votre contribution qui restera strictement confidentielle.

L’air des avions est-il toxique ?













